sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Zulu Nation em Festa!

Domingão, é dia de festa no estilo Hip-Hop Old School: Música, Dança e Graffiti de dia e de graça!

Zulu Nation em Festa, vai rolar no Sesc Santana, comemorando mais um aniversário da cidade e trazendo pela primeira vez ao Brasil, o Dj Rob Swift, membro do lendário grupo X-Executioners (NY). Além dessa atração especial, ainda vai rolar show do Mamelo Sound System, Thaide e Max B.O e apresentação dos grupos de dança Back Spin BBoys e Soul Sisters.

SAMPOEMAS - ANIVERSÁRIO DE SÃO PAULO

Casa das Rosas presenteia São Paulo com muita poesia

19H: SARAU "DA PERIFERIA AO CENTRO"
Domingo - 25 dejaneiro
COM FREDERICO BARBOSA E SÉRGIO VAZ (COOPERIFA)
Os Poetas fazem um sarau em homenagem à cidade de São Paulo num encontro poético que une centro e a periferia.
Toda a programação é gratuita

Local: Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Endereço: Av. Paulista, 37, Bela Vista - próximo à Estação Brigadeiro do Metrô - São Paulo / SP Tels.:(11) 3285-6986 ou (11) 3288-9447
Estacionamento conveniado: Alameda Santos, 74

Frenesi, música nova do Rosana Bronk´s

Na última Festa da Paz, que aconteceu em dezembro do ano passado no Jardim Rosana, na zona sul de São Paulo, foi apresentada a música nova do Rosana Bronk´s chamada "Frenesi".
Se liga só:

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

MST completa 25 anos - Radioagencia NP entrevista Stedile

Existe um veículo chamado Radioagência NP com um posicionamento muito interessante, que particularmente me agrada muito.
Sempre recebo e-mails com os informativos deles, quem puder acessar www.radioagenciaNP.com.br para ler e conhecer...
Jornalismo Social, textos bacanas, linguagem simples, enfim, como todo texto jornalístico deveria ser: PARA TODOS ENTENDEREM.


Eles fizeram uma entrevista com João Pedro Stedile, líder do MST, o movimento que luta pela reforma agrária está completando 25 anos. Triste é percebermos que pouca coisa progrediu - durante minha viagem pro Pernambuco, passei por várias plantações de cana e presenciei o sofrimento dos cortadores, e vou te falar: é osso. Num local em que as diferenças sociais são ainda mais gritantes e não chove há mais de três meses, o trabalhador rural sofre.

"Em janeiro do ano de 1984 nasceu o que hoje pode ser considerado o maior movimento social do Brasil. Neste mês, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está completando 25 anos de luta pela terra. Hoje o Movimento está presente em 24 estados do Brasil. Este número pode ser representado em mais de 130 mil famílias sem-terra acampadas em todo território brasileiro. O número de famílias assentadas é ainda maior, na sua história o MST já assentou mais de 370 mil famílias.

A luta pela terra não é a única bandeira de luta do Movimento. Nesses 25 anos, o MST construiu mais de duas mil escolas públicas em assentamentos – este número garante acesso à educação de mais de 160 crianças e adolescentes – além disso, o MST ainda conta com mais de 100 cursos de graduação realizados em parceria com universidades por todo o país"....

Acessa lá pra fortalecer a corrente: http://www.radioagencianp.com.br

Kassab diminui renovação de frota de ônibus em SP

pra quem votou no Kassab acreditando em mudanças.....

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), terá que diminuir o número de ônibus novos comprados pela prefeitura neste ano. A medida foi adotada com o objetivo de conter os gastos para conseguir manter a passagem a R$ 2,30 em 2009. Esta foi uma das promessas de campanha feita pelo prefeito Kassab, enquanto candidato. A previsão é que apenas 175 veículos sejam comprados este ano, contra a média anual de 1,7 mil desde 2005.

A gestão do prefeito alegou que a medida não deve prejudicar manutenção da qualidade do sistema de transporte na cidade.

Em 2004 quando a parceria José Serra/Kassab foi eleita, apenas 46% das promessas de campanhas foram cumpridas.

Neste ano quando tomou posse, Gilberto Kassab afirmou que foram incluídas no orçamento municipal enviado à Câmara, todas as promessas de campanha. No entanto, em dezembro, a Câmara dos Vereadores da cidade aprovou um corte de R$ 2,2 bilhões do orçamento municipal para 2009.

A Secretaria de Transportes foi a que teve o terceiro maior corte de verbas no parecer. A maior redução foi da Secretaria de Serviços, que cuida do lixo e iluminação.

Para que Gilberto Kassab cumpra todas as promessas listadas em seu programa de governo, ele terá de entregar uma obra ou projeto a cada 36h. Trata-se de um total de 953 inaugurações em quatro anos. De São Paulo, da Radioagência NP, Juliano Domingues.

myspace de MV Bill com nova música

MV Bill tá divulgando em seu Myspace sua nova música chamada "O Bonde Não Pára", acessa pra escutar o som que tem participação da Kmilla, na minha opinião, se não a melhor, com certeza, uma das melhores MCs do país. O flow dela é único.
Gosto muito do Bill, principalmente pela ousadia em alimentar seu rap com outras vertentes musicais. Loco!!
Outra música nova que também tá no Myspace do Bill é a "Livre Pra Voar", em que ele participa do som do Exaltasamba.
www.myspace.com/mvbill

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Funk movimenta R$ 10 milhões por mês só no Rio de Janeiro, diz estudo

essa matéria que saiu na F. de São Paulo sobre o funk, me lembrou a amiga e articuladora carioca Adriana Pittigliani (RIP), idealizadora do Carioca Funk Clube, que lutou muito pela dignidade musical no funk carioca.
é positivo para a música produzida nas quebradas, o fato de que veículos de comunicação comecem a enxergar os movimentos culturais periféricos brasileiros como nichos de mercado....




20/01/2009 - 08h13

BRUNA BITTENCOURT
Colaboração para a Folha

Estudo realizado pelo instituto de pesquisa da Fundação Getulio Vargas, o FGV Opinião, deixou as batidas e os versos provocativos do funk de lado para analisar o gênero por sua perspectiva socioeconômica.

Realizada entre 2007 e 2008 na região metropolitana do Rio, o berço do "pancadão", a pesquisa ouviu agentes envolvidos na produção do funk, como DJs, MCs (autores e intérpretes de suas faixas) e equipes de som (que promovem os bailes e fornecem seus aparatos), além de camelôs que faturam com as festas. As mais de 400 entrevistas mapearam relações e mostraram que o gênero movimenta cerca de R$ 10 milhões por mês no Estado do Rio.

Hermano Vianna, autor do pioneiro estudo "O Mundo Funk Carioca" (1988), acredita que esse tipo de pesquisa ajuda a esclarecer o funcionamento do gênero e que deveria ser mais frequente também em outras áreas. "Não é um problema só do funk. A produção cultural brasileira tem poucos censos econômicos. A cultura perde, com isso, muitas oportunidades na comparação com outras atividades econômicas mais organizadas", avalia.

"Conseguimos mostrar com essa pesquisa que o funk é um mercado de trabalho e de produção econômica", diz Marcelo Simas, pesquisador da FGV Opinião. O instituto já havia se debruçado sobre outro gênero, o tecnobrega, em pesquisa compilada no livro "Tecnobrega: O Pará Reinventando o Negócio da Música", de Ronaldo Lemos e Oona de Castro. Fenômeno no norte do país --numa realidade econômica bem diferente--, o tecnobrega movimenta R$ 5 milhões por mês em Belém, metade do que o funk movimenta no Rio.

Cadeia produtiva

Os dados mostram que é o MC quem mais fatura na cadeia produtiva do funk, ganhando, em média, R$ 4.140,19 mensais. "Até então, muitos achavam que o dono da equipe de som era o principal articulador dessa cadeia produtiva. Ele de fato arrecada o dinheiro e faz os pagamentos, mas o MC é o agente mais lucrativo", diz a pesquisadora Elizete Ignácio, da FGV.

A partir de 2003, os MCs começaram a se desligar das equipes de som e a conquistar um espaço próprio. De acordo com o estudo, eles fazem uma média de 35,2 apresentações por mês, enquanto DJs se apresentam 29,5 vezes no mesmo período.

Segundo Ignácio, uma das grandes queixas dos entrevistados é quanto à instabilidade do mercado. "As pessoas entram e saem do funk a todo o tempo. O tempo médio de carreira é muito baixo", diz. DJs e equipes de som trabalham, respectivamente, 13 e 15 anos, em média. O tempo médio de carreira do MC é mais curto --nove anos.

Os DJs, que até a década de 1990 tocavam de costas para o público nos bailes, são apontados como os principais responsáveis pelas inovações musicais e vêm diversificando suas funções --seja apresentando programas de rádio, seja atuando como empresários de MCs, com quem costumam ter uma relação mais harmoniosa do que com as equipes de som.

Segundo o estudo, a informalidade que rege cachês e contratos gera uma série de atritos e acusações entre os agentes. Há dois anos, porém, vêm surgindo associações que pleiteiam a formalização das relações econômicas e de trabalho.

As equipes de som promovem uma média de 878 bailes por mês no Estado do Rio de Janeiro. Para realizar mais de uma festa por noite, dividem-se em subequipes e recorrem a aluguel de equipamentos.

Apesar de faturarem mais nos bailes em clubes (em geral quadras de esportes ou danceterias da cidade) do que naqueles promovidos dentro das chamadas comunidades (praças, quadras e escolas de samba), as equipes não deixam estas últimas de lado. Entre as razões, estão a "gratidão" pelo fato de as comunidades terem abrigado o funk quando ele foi reprimido pelas autoridades do Rio, nos anos 90, e o fato de elas ainda serem plataformas para lançamento de artistas e sucessos.